29 de março de 2021 Medicina Preventiva

Casos de insônia aumentaram durante pandemia

Estresse e mudança de rotina podem afetar a qualidade do sono

Está com dificuldade para dormir nos últimos tempos? Pois saiba que não está sozinho nessa luta. Tanta gente tem perdido o sono durante a pandemia que os especialistas criaram um termo novo, em inglês: coronasomnia, a junção das palavras corona e insônia.

A explicação dos médicos sobre o índice de insones ter aumentado neste período é a mudança da rotina e o aumento significativo do estresse que está acometendo as pessoas em razão da pandemia. O fenômeno tem sido registrado no mundo inteiro.

Na China, por exemplo, as taxas de insônia aumentaram de 14,6% para 20% durante o período de isolamento social. Na Grécia, quase 40% dos entrevistados em um estudo de maio disseram estar sofrendo problemas para dormir. No Reino Unido, o número de insones aumentou de um em seis, para um em quatro, segundo estudo da Universidade de Southampton.

O sono é necessário para a manutenção da saúde, portanto insônia a longo prazo pode desencadear ansiedade, obesidade, depressão, diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade.

O biomédico Fábio Souza, diretor do Grupo Saúde e Prevenção, dá dicas para evitar a insônia: “Por mais que esteja complicado, faça pelo menos 30 minutos de atividade física diariamente, vale até pular no lugar. Mas movimente-se, pois o movimento libera a endorfina”, explica. “Além disso, alimente-se bem, incluindo frutas, verduras e legumes, pratique meditação e diminua o acesso às redes sociais”, continua. Caso a insônia persista, procure um especialista.

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